terça-feira, 29 de março de 2011

A bola pode rolar (Por Branca)


A bola pode rolar

            Ainda está para existir algo que desperte tanta a atenção das mulheres, quanto o futebol desperta nos homens. Guarde aqueles mitos que o sexo feminino não dispensa uma ida ao shopping, adora assistir novela ou acha Brad Pitt lindo.
Alguém aí já viu uma mulher gritando “Ô, Ô, Ô a Arezzo é o terror”!!

            Entra coleção de outono, verão e primavera. Novelas começam e acabam, surgem novos galãs, o comprimento das saias aumenta e diminui. Mas NENHUM destes temas rende discussões femininas tão acaloradas.

            Eu nem deveria estar falando de futebol, aja visto que os meus conhecimentos sobre futebol são mínimos. Sei que é preciso uma bola, duas traves e 22 jogadores. Particularmente, não sei porque os homens sentem tanto prazer em ver aquela bola indo para lá e para cá.

             Outra coisa que não entendo. Independente do time que está jogando, alguém sempre grita o nome do seu time. Funciona mais ou menos assim: Ponte Verde x Friburguense na tela da Globo e alguém acha de gritar “Mengo”!! Entendeu? a rua INTEIRA é obrigada a saber que você é MENGO!!

            Mas vamos combinar que, em se tratando de conversa de elevador, o assunto futebol rende até mais do que o tempo... aquele papinho bobo de “Calor, né?” perde para.. e o Fluminense.. que jogão hein?.

            Concordo que você precisa ter um time. É útil para responder questionários.
Na empresa onde trabalho, os funcionários novos respondem a um, que depois é encaminhado pela intranet. Ganhei a simpatia de vários colegas, só porque respondi que o meu time era flamengo.

            Mas a vida é dura com o não-torcedor!! Outro dia, uma grande amiga me perguntou assim: “você não tem time não, NÉ?”. Coube a mim responder, na maior humildade, “Olha, eu não tenho time, mas sou uma ótima pessoa! Você ainda quer almoçar comigo?”



Futebol é assim (Por Preto)


segunda-feira, 14 de março de 2011

Testosterona Pra Macho (por Preto)

Segundo o pesquisador Gerald Lincoln, nós homens podemos também ter uma espécie de Tensão Pré-Menstrual. Ele batizou de Síndrome do Homem Irritável (SHI). Fiquei pensando no assunto, realmente às vezes fico mal humorado e agressivo por nada e outras vezes me sinto mais sensível que o normal.
Será que é isso? Sei não. TPM engloba muito mais. É quase sobrenatural, mas não é! As mulheres piram de verdade, já sabemos. Mas e se os homens tiverem mesmo reações equivalentes à TPM das mulheres, meus leitores...Imaginam? Do jeito que homem é fresco para essas coisas e leva tudo aos extremos. Que mistura hein?
Blitz da polícia, PM com TPM, imagina a dura?
“Ô cidadão! Sai do carro, tô puto, tô de TPM...”
Xiiiii...
Árbitro de futebol com TPM?
“Cartão vermelho para todo mundo”. Fim de jogo!
Proctologista com TPM! Você naquela posição vulnerável durante o exame de próstata e o médico chorando compulsivamente.
-“Pelo amor de Deus, o que houve Doutor? Viu algo errado?”
-“Não é nada...”
- “Fala Doutor!
- “Já disse que não é nada, se você não sabe, deixa pra lá!”
Já estaríamos com certeza na 148ª guerra mundial.
“-Foi mal ter bombardeado vocês, eu não estava bem, estava de TPM, sabe como é, né?
No restaurante:
“Garçom, esse filé está torrado, eu pedi ao ponto!”
“Desculpa, senhor, mas é que o Chef hoje está de TPM, não pode ver sangue que chora.”
E no trânsito? Guerra!
Banheiro masculino? Trevas!
Maracanã? Massacre!
E quando coincidir do casal estar em seu descarrego hormonal? Homicídio!
Pior que homem com TPM, só mesmo homem menstruado.
No bar:
“ –Porra Arnaldo! Olha a cagada que você fez!”
“- Puta que o pariu, tô de Chico!”


A mulher perfeita (por Branca)

           O jantar corria normal. Até que a minha amiga comentou que andava muito nervosa e irritada. Aí não teve jeito, né? Cravei logo no diagnóstico para o problema: “Sei bem o que é isso, amiga. TPM!”. Com a maior cara de surpresa, ela disparou. TPM? Não!! Eu não tenho isso!! Meu marido falou que é impressão minha. Mas EU sei que, depois desta frase, a minha fisionomia mudou. Minha pele “quase bronzeada do verão escaldante carioca” ficou branca tal como a burrata do Braz.
            Acontece que eu estava ali na frente da mulher perfeita. Pode reparar. A mulher pode ser inteligente, bem sucedida, magra, baixa, cheinha, fora ou dentro de TODOS os padrões de beleza. Ela pode até ser executiva, gari, jornalista, atuária. Nem as médicas escapam da famigerada TPM!!  Eu diria que se a TPM fosse um lugar, seria a praia. Ou seja, com espaço para todas. Ela não olha sua aparência, finanças ou estado civil. Ela só quer estar ali. Bem juntinha de você. Tão juntinha,que transforma a sua vida. MESMO!
                        Cheguei à conclusão que tenho uma semana “útil” no mês. Aí é uma beleza. Eu chamo meu marido de “meu amor”, falo que o amo, amo, amo!! Mais aí na segunda semana, já estou um pouco diferente. Porque os hormônios dentro de mim começam a se “estranhar”. Então quando chega a terceira semana, o endométrio (saca ciclo menstrual? Então não engravidou..o endométrio descamou!) já se desfez.. e eu também.
            E a mulher não se desfaz sozinha. Ela leva todo mundo junto; marido, filho, trabalho. Porque mulher está sempre acompanhada. Nem que seja pela TPM! Mas outro dia descobri que a minha amiga, essa que não tem TPM, padece de outro mal: micose nos dedos do pé. Ainda acho mais digno falar que tenho TPM, do que frieira. Façam as suas apostas!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O homem do sapato branco e eu


            Se eu falar que não ligo muito para sapatos e o leitor, por um acaso destes da vida, “conhecer” os meus, vai soltar aquele clichê safado: “Nossa, se gostasse então’. Enfim sapato, realmente não curto. Tenho MUITOS, dos mais variados  estilos e cores. Mas eles  foram “acontecendo” na minha vida. Uma promoção aqui, uma sapatilha SUPER confortável lá.
                        O fato é que fui ao banco sacar dinheiro e tinha um homem (acho feio falar homem; parece que é grosseiro. Mas rapaz também soa esquisito.) na fila do caixa. Ele usava rosa bebê. Acho um charme homem de rosa! Meu companheiro de fila usava uma camisa social rosa bebê (só de escrever já acho bonito!) com um quadriculado bem pequenininho.
             Para complementar, ele combinou com uma calça jeans em um tom mais claro. Totalmente casual Friday. No entanto, o encanto do homem elegante acabou quando olhei para os pés do moço. O problema está justamente aí; eu NUNCA olho para os pés de ninguém!! Mas eu estava na fila, sem fazer nada, então resolvi olhar. Ele estava de tênis branco. Quase imaculado. Era um Puma. Mas era branco.
            Homens, anotem aí: tênis com ALGUNS detalhes em branco. É até charmoso, mas totalmente branco.. ai não pode, tá? Caso você esqueça, decore a regrinha. Se você está na fila no banco para resolver qualquer pendência financeira, já é maior de 18 anos. Então já esgotou a idade para usar calçados brancos. Fácil, né?
             Só para concluir a estória, quando eu estava saindo, ele comentou com a gerente do banco que vendeu o apartamento e deu metade da quantia para ex-mulher. Tirei forças do meu vestido estampadinho para não falar. “Mas ela não te amava, né? Ou esse tênis é novo?

Tênis vermelho e havaiana

Outro dia, acordei, fui escovar os dentes e quando me olhei no espelho, descobri que estava mais velho, sabe? Como se tivessem passado 10 anos nas últimas oito horas que eu dormi. Foi aí que resolvi ousar e comprar um tênis vermelho.
 Na primeira volta com o tênis novo, não sabia ainda se estava; mais jovem, mais ridículo, alternativo, gay ou parecendo o Ronald McDonald. Como nunca sei a diferença entre alternativo e metrossexual , resolvi que estava “moderno”. Pra quem andou um terço da vida de Kichute, achei que estava de bom tamanho.
Cresci ouvindo as mulheres repetindo a máxima de que o homem pode estar impecavelmente vestido, mas se o sapato for feio, perde todos os pontos. Ok! Mas aí, não satisfeitas, elas inventaram mais regras:  Tem cor que pode, tem cor que é cafona, bico quadrado tá out, bico quadrado voltou, enfim. Elas que entendem disso, a gente não liga mas escuta, né?
O engraçado, é que em contrapartida, de uns anos para cá, depois que a primeira noiva classe média alta resolveu dar chinelo de presente, o que se vê é um amontoado de mulher baixinha dançando funk, de prosecco na mão, maquiagem na cara, vestido longo e... Havaiana, que até umas décadas atrás era calçado exclusivo de pobre, hoje é artigo obrigatório em festa de casamento igual a whisky e buquê.
Nós, que somos cavalheiros, não vamos falar nada, claro, chinelo é mais confortável, aquele artefato em que as mulheres teimam em se equilibra em cima deve realmente doer o pé e tal, tudo bem.
Mas cá entre nós, descer do salto perde ponto também.